“A culpa é minha!”

“A culpa é minha!”

Essa frase pode mudar sua vida… e para melhor!!!!

Copa América de Futebol. Na estreia, o Brasil vence a fraca Bolívia por 3 x 0. Mas o desem

penho foi bem abaixo do que se esperava da seleção pentacampeã do mundo.

No dia seguinte, leio nos sites esportivos a declaração do capitão da Seleção Brasileira, Daniel Alves: é difícil jogar em São Paulo. “A torcida é fria”, afirmou o jogador do PSG. Ele referia-se às vaias e à falta de apoio do torcedor que foi ao estádio do Morumbi.

Me acompanhe até o fim do artigo. Quero fazer uma reflexão sobre isso e trazer essa metáfora para nossas vidas e para nossas empresas.

A culpa não é da torcida, meu caro Daniel Alves. A culpa é da própria Seleção, da CBF, dos jogadores, do técnico Tite… de qualquer um, menos da torcida! A reação dos torcedores é consequência. É preciso ir nas causas.

Há tempos os brasileiros perderam o encanto pela Seleção por vários motivos, que vão do péssimo futebol, da falta de conexão dos jogadores com sua terra natal – a quase totalidade joga na Europa -, excesso de marketing, passando pelo distanciamento do “povão”, até chegar aos caríssimos ingressos para ver o Brasil jogar.

Atue na causa que a consequência desaparece.

Vamos trazer isso para o mundo empresarial. A reação de Daniel Alves tem muito a ver com o momento que o país vive. Estamos na “era reativa”. Ou seja: a culpa sempre é do outro.

Se a culpa é do outro, de quem depende a solução? A resposta é óbvia: do outro. É cômodo colocar a culpa em terceiros e se eximir das responsabilidades.

Mas, pense comigo: e se o outro não fizer o que achamos que ele deve fazer? A solução não virá nunca. Se a Seleção de futebol depender da torcida para jogar bem, vai demorar muito para voltarmos a ser campeões mundiais.

Eu acredito que é muito mais produtivo dizer “a culpa é minha!!!”. Afinal, se a culpa é minha, eu sou responsável em achar a solução. A partir disso, entro em um círculo de planejamento, ação e produtividade.

Imagine, caro leitor, se os líderes da Seleção Brasileira admitissem que o distanciamento do torcedor é culpa da própria Seleção. Abre-se a possibilidade de uma série de ações que levarão a uma aproximação. A realização de mais amistosos no Brasil, o barateamento de ingressos, a abertura de treinos para a presença de torcedores etc.

Nas empresas acontece o mesmo. Desde diretores até colaboradores. A culpa sempre é do outro. O resultado? Um jogo de empurra que não leva a lugar nenhum. Reclamações, justificativas, pessoas diminuindo os próprios erros, críticas à empresa e aos colegas, julgamentos e vitimizações. Para onde isso leva? Para o buraco!!!

A postura que se contrapõe a esse modo reativo de pensar é a postura Proativa. É a autorresponsabilidade. É a certeza absoluta de que eu sou o único responsável pela minha vida, pela minha carreira e pelos meus negócios.

Quando desenvolvo esse pensamento ligado à autorresponsabilidade, desenvolvo a capacidade de fazer o que tem que ser feito. Assumo a certeza de que ninguém muda nada, ninguém muda ninguém sem mudar a mim mesmo!

“A culpa é minha!”. Nunca uma frase foi tão libertadora. A partir dessa constatação, assumo o controle da minha própria vida. Afinal, se eu não der jeito naquilo que precisa ser trabalhado, ninguém vai dar!!!

Daniel Alves, pense nisso!!!

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